terça-feira, 26 de julho de 2011

PROJETO "CORREIO DA AMIZADE" LEVA PROFESSORA À BRASÍLIA.

O Projeto Correio da Amizade, desenvolvido pela professora Vioneide Linhares, com alunos do 7º ano da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes em Patu/RN, foi selecionado pela olimpíada de Língua Portuguesa- CENPEC, para ser apresentado em Seminário de Lingua Portuguesa, em Brasília, no final de agosto/2011.


O Projeto Contou com a participação dos alunos do 7º ano, da Escola Municipal Francisco Francelino de Moura, coordenado pelo professor "Josemar".

O ponto alto do projeto foi a troca de cartas entre alunos e o encontro das turmas, que aconteceu com um café da manhã, na Escola Xavier Fernandes, com a presença ilustre de Imaculada Pereira, formadora do CENPEC.

Veja as fotos e saiba como tudo aconteceu.

domingo, 27 de março de 2011

Relato de Prática

De Volta à Sala de Aula
Veja o relato de Prática publicado no site: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/




Maria Vioneide Linhares
Patu – RN
Os primeiros dias de aula foram suficientes para perceber que, após quatro anos exercendo a função de gestora, era preciso estabelecer uma nova relação com os alunos. Era hora de transformar silêncio e reserva em uma dinâmica que os mobilizassem, sem perder de vista a aprendizagem e o avanço próprio àquele ano escolar. Estávamos muito mais próximos agora.
A chegada do kit da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro era tudo o que eu precisava. Não pensei duas vezes; levei o material para casa e me debrucei sobre ele com uma fome arrebatadora: foram dias lendo os cadernos e fazendo pesquisas na internet. Como leciono em turmas de 8º e 9º anos, dediquei-me aos gêneros Memórias Literárias e Crônicas, tornando-me amante dos dois.
Não foi difícil falar da Olimpíada para os alunos, pois eles conheciam a proposta através das propagandas de TV. Não me prendi ao concurso; apresentei o gênero em questão e propus o desenvolvimento das oficinas. O tema O lugar onde vivo foi bem acolhido. Muitas historias antigas, fatos, objetos e lugares da cidadezinha pé de serra foram relembradas ao tom de “assim dizia minha avó!” Os mais velhos viraram celebridades pois a todo instante algum aluno batia à porta de um deles para entrevistá-lo.
O clima em sala de aula estava mudando de verdade e eu sabia que podia ficar ainda melhor. Pesquisamos e coletamos diversos documentos e objetos antigos. Nessa etapa, todos os segmentos da escola se envolveram com o trabalho, mobilizados para organizar a exposição. O evento se tornou uma verdadeira festa! Foi muito bom ver os pais chegando à escola acompanhando os filhos, com os braços repletos de objetos antigos. Todas as turmas da escola e outras pessoas da comunidade puderam apreciar a exposição e, assim, conhecer um pouco mais da história da nossa cidade.
Depois do sucesso da exposição, foi fácil preparar com o grupo o plano de trabalho. Muitos alunos demonstraram dificuldade para organizar os textos a partir das entrevistas: alguns tiveram que voltar a conversar com os entrevistados e outros tiveram que substituí-los, preparando novas entrevistas.
Li cuidadosamente cada texto, ainda que isso tivesse me custado algumas noites de sono. Após várias leituras e análises comparativas pude saber como estavam as produções. Dessa forma conheci as necessidades de cada um e pude me preparar melhor para as intervenções. Fiz anotações animadoras, pois sabia que o grande desafio seria reescrever e aprimorar os textos. Muitos alunos diziam que não ‘fariam tudo de novo’. Eu sabia que isso era questão de tempo, jeito e paciência pois eles precisavam compreender que o aprimoramento do texto seria fundamental e que fazer a reescrita não significava "começar do zero'.
Dali em diante os conteúdos propostos para o ano letivo se misturavam às oficinas. Buscávamos no livro didático reforço para questões inerentes ao gênero, como: os tempos verbais, foco narrativo - 1ª e 3ª pessoa, figuras de linguagem, sinais de pontuação. Durante esse estudo alguns alunos pareciam menos motivados. Quando isso acontecia, era hora de usar o 'Plano B'. E lá íamos nós: nada que uma boa leitura compartilhada não resolvesse... E pra isso, qualquer lugar servia: o pátio, os banquinhos sob as árvores, a sala de leitura ... todos os espaços acolhiam a escuta de mais uma memória. Afinal, eu precisava manter a empolgação e o envolvimento da turma.
A leitura era fundamental naquele momento das oficinas. Trabalhamos com todos os textos da coletânea das mais variadas formas: leitura compartilhada, leitura feita pela professora, leitura “fatiada”, escuta de textos em áudio e também com o recurso do projetor. Sempre iniciávamos a aula com um capítulo do livro Memória de um menino que se tornou estrangeiro. Além disso, cada aluno dispunha de um livro da biblioteca da escola para ler em casa.
Aquela garotada 'paradinha' do início do ano não existia mais. Gostavam mesmo era da agitação e assim chegava a hora de organizar as entrevistas para os textos individuais, escolhendo duas pessoas dentre aquelas indicadas no inicio do trabalho. Não deu outra! Quando terminamos os preparativos eles nem conseguiam disfarçar a ansiedade.
Nossos convidados chegaram, entusiasmados, na hora marcada, muito orgulhosos com o convite. Seu Ceci (63 anos) contou histórias incríveis da época em que o principal transporte em nossa cidade era o trem. Falou de comércio, da convivência familiar e dos amores da época. Já Dona Terezinha (72 anos) abordou fatos políticos, as dificuldades financeiras do povo e as festas religiosas marcantes, dando ênfase aos desfiles realizados pelas escolas em datas comemorativas. As entrevistas foram transformadas em textos numa atividade coletiva que rendeu comentários e risos, erros e acertos, tudo num clima harmonioso, mesmo que em alguns momentos eu ainda precisasse falar mais alto.
Era chegada a hora de por a mão na massa, ou melhor, no lápis. Aquela seria a primeira versão do texto final. Com o foco definido, muitos voltaram aos entrevistados para colher mais detalhes. Agora os relatos eram acompanhados com mais atenção, pois cada detalhe podia ser muito importante. Estávamos cada vez mais próximos – nesse espaço de troca fazia-se necessário um clima de muita confiança e respeito, fortalecido durante todo o processo. Eu lia os textos, fazia os comentários e os alunos reescreviam. Às vezes alguns reclamavam, indicando que queriam desistir. Reproduzi e entreguei para cada um as sugestões de aprimoramento com trechos de textos e um roteiro para revisão. Retomei o texto Como num filme e fizemos uma leitura minuciosa com o auxílio do datashow. Algumas memórias registradas pelos alunos foram lidas para toda a turma.
Foi notório o avanço ao compararmos os textos iniciais com os finais. Até mesmo aqueles que apresentavam poucas características do gênero memórias avançaram consideravelmente. As produções finais surpreenderam. Combinamos preparar um livro (para lançamento com noite de autógrafos) no final do ano letivo e selecionamos os textos que seriam encaminhados para o concurso.
Esse projeto deu-me um jeito novo de caminhar e esse percurso vou refazendo, lado a lado, com meus alunos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

I BIMESTRE – 9º ano

TEMAS:
1. O amor está no ar.
2. Gente brasileira.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
 Leitura e interpretação dos textos:
1. O homem que conheceu o amor;
2. Para quem quer aprender a gostar;
3. Ana terra;
4. Quem são eles?
 Reconhecimento dos elementos que caracterizam o gênero crônica literária; efeitos de sentidos produzidos pelas marcas linguísticas e discursivas; a descrição do cenário e seus efeitos na narrativa; marcas linguísticas que identificam o narrador onisciente;uso de expressões e adjetivos como recursos argumentativos e reconhecimento da organização lógica do texto;
 Ampliação do tema através de leitura e análise de cartas; dialogando com imagens; falando sobre mulheres importantes e ícones de algumas décadas;
 Estimular a produção oral através das sessões: contando as “loucuras de amor”; conversando sobre a presença/ausência de amor no cotidiano; conversando sobre linguagens (exposição oral – recursos convencionais); listando os ícones de sua geração;
 Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: orações coordenadas e subordinadas; orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais; períodos mistos; a palavra e seus significados(sinônimos/antônimos; hiperônimos/hipônimos; polissemia); pronomes relativos; ortografia: Estudo de algumas palavras e expressões;

ATIVIDADES PERMANENTES:
 Leitura do paradidático: Tubarão com faca nas costas- Cezar Dias.
 Atividades de produção de texto;
 Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.

PROJETOS DIDÁTICOS:
 Crônicas do cotidiano- gênero: crônica literária.
1. Abrindo janelas- comparando e identificando as características;
2. Isso dá crônica- escrevendo o texto;
3. Encontro com o leitor- avaliando e organizando a coletânea- livro.

 Gente que faz a diferença- gênero: exposição oral.
1. Nossa gente- identificando personalidades e coletando informações;
2. tintim por tintim- planejando a apresentação;
3. Fórmulas- escrevendo o texto-roteiro.
4. Apresentação do seminário.

I BIMESTRE – 8º ano

TEMAS:
1. Recordar é viver... Registrar é reviver...
2. Histórias de arrepiar.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
 Leitura e interpretação dos textos:
1. Meu professor inesquecível;
2. Chuva de estrelas;
3. As formigas;
4. A festa.
 Reconhecimento dos aspectos linguísticos inerentes ao gênero relato;
 Estudo dos recursos linguísticos de coesão usados na construção do texto- foco narrativo;
 Reconhecimento do esquema narrativo que constitui o gênero conto;
 Reconhecimento da organização lógica e /ou temporal do texto;
 Compreensão e identificação dos aspectos linguísticos que caracterizam o texto como um conto de mistério;
 Levantar hipóteses sobre fatos narrados no conto; defender um ponto de vista;
 Contar um fato, história, causo;
 Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: predicado verbo nominal, verbos ser e estar, vozes do verbo, voz passiva; ortografia: acentuação dos hiatos, emprego de por que/ por quê/ porque/ porquê.

ATIVIDADES PERMANENTES:
 Leitura do paradidático:Família composta- Domingos Pellegrini.
 Atividades de produção de texto;
 Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.

PROJETOS DIDÁTICOS:
 Meu tipo inesquecível – gênero: relato de memórias.
1. Comunicação e Interação- (re) conhecendo um relato;
2. Meu tipo inesquecível- tecendo o texto;
3. Leituras e leitores- finalizando o texto e montando a coletânea;
4. Lançamento do livro.

 Em cena: Leituras dramatizadas – gênero: peça teatral.
1. Quem conta um conto- escrevendo o conto;
2. Do conto ao teatro- explorando as diferenças;
3. Em cena- escolhendo o conto e adaptando a forma ;
4. Ao vivo e em cores- preparando a leitura dramatizada;
5. Luzes- cores- ação- apresentação em público.

I BIMESTRE – 6º ano

TEMAS:
1. Do passado ao futuro...é só um pulo;
2. Desbravando novos horizontes.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
 Leitura e interpretação dos textos:
1. O mistério da casa abandonada;
2. Diário;
3. O frio que fazia em Riga;
4. Pelas veias da selva;
5. ...E a onda levou;
 Estudo de marcas linguísticas próprias da narração: o enredo, a ação, o narrador;
 Estudo das marcas linguísticas próprias do relato pessoal: situação inicial complicação e desfecho; o fato;
 Análise de diferentes situações de comunicação: variação linguística; linguagem verbal e não verbal;
 Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: frase, oração e período; sintaxe (sujeito e predicado); morfologia (substantivos); ortografia: emprego S e do Z.

ATIVIDADES PERMANENTES:
 Leitura do paradidático:
 Atividades de produção de texto;
 Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.

PROJETOS DIDÁTICOS:
 Momentos Inesquecíveis - gênero: narrativa de memórias.
1. O que contar? escolhendo o fato;
2. Como foi... narrando um episódio;
3. Mexe e remexe. Tecendo a narrativa.
4. Produção de uma coletânea de textos narrativos- Livro.

 Por um Triz! – gênero: relato pessoal.
1. Na vida real. escolhendo o fato;
2. Certa ocasião... tecendo e revisando o texto;
3. Momentos marcantes. socializando os relatos.
4. Caravana: os contadores de histórias (visitas as turmas de 1º ao 5º)