Um espaço dedicado aos meus alunos... "Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um".(Fernando Sabino)
sábado, 17 de setembro de 2011
Projeto de docente da rede estadual é referência nacional
Publicação: 17 de Setembro de 2011 às 00:00-
Estudo desenvolvido pela professora Maria Vioneide Linhares tem como base fundamental estabelecer uma interação social entre estudantes e estimular o maior interesse pela aprendizagem da Língua Portuguesa.O projeto "Correio da Amizade" faz com que os estudantes de uma determinada turma se correspondam por meio de cartas postadas nos Correios com os alunos de outra turma do mesmo nível de aprendizagem de outra Escola.
Dessa forma, 35 estudantes do 7º ano da Escola Estadual Xavier Fernandes enviaram cartas para os alunos da turma do 7º ano da Escola Municipal Francisco Francelino de Moura, ambas em Patu (RN). Os estudantes da escola municipal, por sua vez, escreveram de volta promovendo uma verdadeira troca de cartas com a devida orientação de professores. Isso fez com que se estabelecesse uma amizade alicerçada na aprendizagem capaz de ultrapassar os limites dos próprios estabelecimentos de ensino.
O engajamento dos alunos das duas escolas promoveu uma interação a partir da amizade e despertou um maior interesse para a importância do domínio da Língua. "A receptividade foi, de imediato, altamente positiva", diz a professora Maria Vioneide.
O projeto desenvolve junto ao aluno a competência da construção de cartas (textos) individuais, dentro de trabalho de leitura e escrita feito em sala de aula. O projeto trata da Linguística, Ortografia e Gramática.
Feito dentro do âmbito de turmas do ensino fundamental, o projeto logo se espalhou pela comunidade, com os estudantes trocando cartas para o aprimoramento do estudo da ortografia e da gramática. O "Correio da Amizade", que deverá ter continuidade ainda este ano, foi desenvolvido nos meses de abril e maio.
OLIMPÍADA NACIONAL
O projeto desenvolvido na Escola Estadual Xavier Fernandes foi um dos selecionados em todo o território nacional na Olimpíada de Língua Portuguesa para ser apresentado em Seminário que aconteceu nos dias 29 a 31 de agosto em Brasília.
A Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa realiza nos anos ímpares ações junto a formação de professores. Este ano, o Seminário de Brasília debateu as possibilidades da Língua Portuguesa com foco na escrita, e um dos trabalhos de referência foi o desenvolvido pela professora potiguar, nascida no município de João Dias, Maria Vioneide Linhares.
Foram apresentados 25 trabalhos de todo o país. O projeto de Maria Vioneide foi o único representante do Rio Grande do Norte, isso considerando as escolas públicas e particulares.
A Olimpíada é promovida pelo Banco Itaú Social, Ministério da Educação, e Centro de Estudo e Pesquisa na Educação, Cultura e Ações Comunitárias.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
LITERATURA
1ª FEIRA LITERÁRIA DE PATU/RN
PROFESSORA VIONEIDE LINHARES PARTICIPA DA 1ª FEIRA LITERÁRIA DE PATU, COM OS LIVROS:
CRÔNICAS;
VESTÍGIOS DO PASSADO;
DOIS RELATOS, UMA VERTENTE.
PROFESSORA VIONEIDE LINHARES PARTICIPA DA 1ª FEIRA LITERÁRIA DE PATU, COM OS LIVROS:
CRÔNICAS;
VESTÍGIOS DO PASSADO;
DOIS RELATOS, UMA VERTENTE.
SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO RECEBE A PROFESSORA VIONEIDE LINHARES
Secretária de Educação Betânia Ramalho e a profª Vioneide Linhares imagem Novanês Oliveira
A profª Maria Vioneide Linhares, de Patu-RN, apresentou o projeto ”Correio da Amizade” em Brasília. O seminário foi promovido pela Olimpíada de Língua Portuguesa, fruto de uma parceria entre a Fundação Itaú Social, Ministério da Educação e o Cenpec, que reuniu 400 profissionais envolvidos, em todo o país, com políticas públicas para o ensino da Língua Portuguesa, com o objetivo de proporcionar reflexão e o debate sobre as possibilidades do ensino da língua com foco na escrita. Ao chegar em Natal foi recebida no gabinete da Secretária de Educação do Estado - a Profª e Drª Betânia Leite Ramalho,que parabenizou sua ação positiva frente as atividades na escola pública. A secretária demonstrou interesse em divulgar o projeto junto as Diretorias Regionais- DIREDS de todo o estado do RN.Dos participantes , a profª Vioneide Linhares, da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes, foi a única selecionada para representar o Estado do RN.
domingo, 4 de setembro de 2011
PROFESSORA VIONEIDE LINHARES, DE PATU-RN, REPRESENTA O ESTADO EM SEMINÁRIO, EM BRASÍLIA.
A professora Maria Vioneide Linhares, de Patu-RN, apresentou o projeto ”Correio da Amizade” em Brasília, no dia 30 de agosto de 2011, no seminário: A escrita em foco: uma reflexão em várias vozes.
O seminário foi promovido pela Olimpíada de Língua Portuguesa, fruto de uma parceria entre a Fundação Itaú Social, Ministério da Educação e o Cenpec, que reuniu 400 profissionais envolvidos, em todo o país, com políticas públicas para o ensino da Língua Portuguesa, com o objetivo de proporcionar reflexão e o debate sobre as possibilidades do ensino da língua com foco na escrita. Essas discussões fornecerão os conteúdos para a elaboração de um documento com indicações para políticas públicas na área do ensino de língua Portuguesa.
Foram apresentadas 25 práticas docentes, entre elas a da professora Vioneide Linhares, da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes, representando o Estado do Rio Grande do Norte.
Disposta a despertar nos alunos o interesse pela escrita, a professora optou por um gênero hoje considerado obsoleto e quase desconhecido pelos alunos: a carta. O processo de produção da carta, que teve como destinatário os alunos da Escola Municipal Francisco Francelino de Moura, em parceria com o professor “Josemar”, foi antecedido pela apresentação das características do gênero, a leitura do Livro “Marta & William”, a montagem de um “mural de cartas” escritas por parentes e trazidas de casa pelos alunos e incluiu ainda uma sessão de cinema na qual foi exibido o filme “Central do Brasil”, de Walter Salles. O título foi escolhido porque a protagonista da história é Dora, uma “escrevinhadora” de cartas, levando-os a reconhecer a importância de saber ler e escrever. O intercâmbio entre os alunos das duas escolas, através de cartas, recebeu o apoio do diretor dos correios do município, “Arní ‘, que ofereceu os selos e recepcionou os alunos.
O projeto, além de contribuir para a escrita reflexiva, promove o conhecimento de outras realidades e estimula o estabelecimento de novas relações humanas.
terça-feira, 26 de julho de 2011
I GINCANA DE LÍNGUA PORTUGUESA
A PROFESSORA VIONEIDE LINHARES, RELIZOU A I GINCANA DE LÍNGUA PORTUGUESA NOS DIAS 21 E 22 DE JULHO DE 20011.
TAREFAS:
TAREFAS:
- COLOCAR O BANCO DE PALAVRAS EM ORDEM ALFABÉTICA E PROCURAR OS SIGNIFICADOS DAS PALAVRAS;
- LER, INTERPRETAR UM TEXTO LITERÁRIO E TRANSFORMÁ-LO EM TEATRO;
- SOLETRAR CORRETAMENTE AS PALAVRAS DO BANCO DE PALAVRAS;
- DRAMATIZAÇÃO.
PROJETO "CORREIO DA AMIZADE" LEVA PROFESSORA À BRASÍLIA.
O Projeto Correio da Amizade, desenvolvido pela professora Vioneide Linhares, com alunos do 7º ano da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes em Patu/RN, foi selecionado pela olimpíada de Língua Portuguesa- CENPEC, para ser apresentado em Seminário de Lingua Portuguesa, em Brasília, no final de agosto/2011.
O Projeto Contou com a participação dos alunos do 7º ano, da Escola Municipal Francisco Francelino de Moura, coordenado pelo professor "Josemar".
O ponto alto do projeto foi a troca de cartas entre alunos e o encontro das turmas, que aconteceu com um café da manhã, na Escola Xavier Fernandes, com a presença ilustre de Imaculada Pereira, formadora do CENPEC.
Veja as fotos e saiba como tudo aconteceu.
O Projeto Contou com a participação dos alunos do 7º ano, da Escola Municipal Francisco Francelino de Moura, coordenado pelo professor "Josemar".
O ponto alto do projeto foi a troca de cartas entre alunos e o encontro das turmas, que aconteceu com um café da manhã, na Escola Xavier Fernandes, com a presença ilustre de Imaculada Pereira, formadora do CENPEC.
Veja as fotos e saiba como tudo aconteceu.
domingo, 27 de março de 2011
Relato de Prática
De Volta à Sala de Aula
Veja o relato de Prática publicado no site: http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ Maria Vioneide Linhares
Patu – RN
Os primeiros dias de aula foram suficientes para perceber que, após quatro anos exercendo a função de gestora, era preciso estabelecer uma nova relação com os alunos. Era hora de transformar silêncio e reserva em uma dinâmica que os mobilizassem, sem perder de vista a aprendizagem e o avanço próprio àquele ano escolar. Estávamos muito mais próximos agora.
A chegada do kit da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro era tudo o que eu precisava. Não pensei duas vezes; levei o material para casa e me debrucei sobre ele com uma fome arrebatadora: foram dias lendo os cadernos e fazendo pesquisas na internet. Como leciono em turmas de 8º e 9º anos, dediquei-me aos gêneros Memórias Literárias e Crônicas, tornando-me amante dos dois.
Não foi difícil falar da Olimpíada para os alunos, pois eles conheciam a proposta através das propagandas de TV. Não me prendi ao concurso; apresentei o gênero em questão e propus o desenvolvimento das oficinas. O tema O lugar onde vivo foi bem acolhido. Muitas historias antigas, fatos, objetos e lugares da cidadezinha pé de serra foram relembradas ao tom de “assim dizia minha avó!” Os mais velhos viraram celebridades pois a todo instante algum aluno batia à porta de um deles para entrevistá-lo.
O clima em sala de aula estava mudando de verdade e eu sabia que podia ficar ainda melhor. Pesquisamos e coletamos diversos documentos e objetos antigos. Nessa etapa, todos os segmentos da escola se envolveram com o trabalho, mobilizados para organizar a exposição. O evento se tornou uma verdadeira festa! Foi muito bom ver os pais chegando à escola acompanhando os filhos, com os braços repletos de objetos antigos. Todas as turmas da escola e outras pessoas da comunidade puderam apreciar a exposição e, assim, conhecer um pouco mais da história da nossa cidade.
Depois do sucesso da exposição, foi fácil preparar com o grupo o plano de trabalho. Muitos alunos demonstraram dificuldade para organizar os textos a partir das entrevistas: alguns tiveram que voltar a conversar com os entrevistados e outros tiveram que substituí-los, preparando novas entrevistas.
Li cuidadosamente cada texto, ainda que isso tivesse me custado algumas noites de sono. Após várias leituras e análises comparativas pude saber como estavam as produções. Dessa forma conheci as necessidades de cada um e pude me preparar melhor para as intervenções. Fiz anotações animadoras, pois sabia que o grande desafio seria reescrever e aprimorar os textos. Muitos alunos diziam que não ‘fariam tudo de novo’. Eu sabia que isso era questão de tempo, jeito e paciência pois eles precisavam compreender que o aprimoramento do texto seria fundamental e que fazer a reescrita não significava "começar do zero'.
Dali em diante os conteúdos propostos para o ano letivo se misturavam às oficinas. Buscávamos no livro didático reforço para questões inerentes ao gênero, como: os tempos verbais, foco narrativo - 1ª e 3ª pessoa, figuras de linguagem, sinais de pontuação. Durante esse estudo alguns alunos pareciam menos motivados. Quando isso acontecia, era hora de usar o 'Plano B'. E lá íamos nós: nada que uma boa leitura compartilhada não resolvesse... E pra isso, qualquer lugar servia: o pátio, os banquinhos sob as árvores, a sala de leitura ... todos os espaços acolhiam a escuta de mais uma memória. Afinal, eu precisava manter a empolgação e o envolvimento da turma.
A leitura era fundamental naquele momento das oficinas. Trabalhamos com todos os textos da coletânea das mais variadas formas: leitura compartilhada, leitura feita pela professora, leitura “fatiada”, escuta de textos em áudio e também com o recurso do projetor. Sempre iniciávamos a aula com um capítulo do livro Memória de um menino que se tornou estrangeiro. Além disso, cada aluno dispunha de um livro da biblioteca da escola para ler em casa.
Aquela garotada 'paradinha' do início do ano não existia mais. Gostavam mesmo era da agitação e assim chegava a hora de organizar as entrevistas para os textos individuais, escolhendo duas pessoas dentre aquelas indicadas no inicio do trabalho. Não deu outra! Quando terminamos os preparativos eles nem conseguiam disfarçar a ansiedade.
Nossos convidados chegaram, entusiasmados, na hora marcada, muito orgulhosos com o convite. Seu Ceci (63 anos) contou histórias incríveis da época em que o principal transporte em nossa cidade era o trem. Falou de comércio, da convivência familiar e dos amores da época. Já Dona Terezinha (72 anos) abordou fatos políticos, as dificuldades financeiras do povo e as festas religiosas marcantes, dando ênfase aos desfiles realizados pelas escolas em datas comemorativas. As entrevistas foram transformadas em textos numa atividade coletiva que rendeu comentários e risos, erros e acertos, tudo num clima harmonioso, mesmo que em alguns momentos eu ainda precisasse falar mais alto.
Era chegada a hora de por a mão na massa, ou melhor, no lápis. Aquela seria a primeira versão do texto final. Com o foco definido, muitos voltaram aos entrevistados para colher mais detalhes. Agora os relatos eram acompanhados com mais atenção, pois cada detalhe podia ser muito importante. Estávamos cada vez mais próximos – nesse espaço de troca fazia-se necessário um clima de muita confiança e respeito, fortalecido durante todo o processo. Eu lia os textos, fazia os comentários e os alunos reescreviam. Às vezes alguns reclamavam, indicando que queriam desistir. Reproduzi e entreguei para cada um as sugestões de aprimoramento com trechos de textos e um roteiro para revisão. Retomei o texto Como num filme e fizemos uma leitura minuciosa com o auxílio do datashow. Algumas memórias registradas pelos alunos foram lidas para toda a turma.
Foi notório o avanço ao compararmos os textos iniciais com os finais. Até mesmo aqueles que apresentavam poucas características do gênero memórias avançaram consideravelmente. As produções finais surpreenderam. Combinamos preparar um livro (para lançamento com noite de autógrafos) no final do ano letivo e selecionamos os textos que seriam encaminhados para o concurso.
Esse projeto deu-me um jeito novo de caminhar e esse percurso vou refazendo, lado a lado, com meus alunos.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
I BIMESTRE – 9º ano
TEMAS:
1. O amor está no ar.
2. Gente brasileira.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. O homem que conheceu o amor;
2. Para quem quer aprender a gostar;
3. Ana terra;
4. Quem são eles?
Reconhecimento dos elementos que caracterizam o gênero crônica literária; efeitos de sentidos produzidos pelas marcas linguísticas e discursivas; a descrição do cenário e seus efeitos na narrativa; marcas linguísticas que identificam o narrador onisciente;uso de expressões e adjetivos como recursos argumentativos e reconhecimento da organização lógica do texto;
Ampliação do tema através de leitura e análise de cartas; dialogando com imagens; falando sobre mulheres importantes e ícones de algumas décadas;
Estimular a produção oral através das sessões: contando as “loucuras de amor”; conversando sobre a presença/ausência de amor no cotidiano; conversando sobre linguagens (exposição oral – recursos convencionais); listando os ícones de sua geração;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: orações coordenadas e subordinadas; orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais; períodos mistos; a palavra e seus significados(sinônimos/antônimos; hiperônimos/hipônimos; polissemia); pronomes relativos; ortografia: Estudo de algumas palavras e expressões;
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático: Tubarão com faca nas costas- Cezar Dias.
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Crônicas do cotidiano- gênero: crônica literária.
1. Abrindo janelas- comparando e identificando as características;
2. Isso dá crônica- escrevendo o texto;
3. Encontro com o leitor- avaliando e organizando a coletânea- livro.
Gente que faz a diferença- gênero: exposição oral.
1. Nossa gente- identificando personalidades e coletando informações;
2. tintim por tintim- planejando a apresentação;
3. Fórmulas- escrevendo o texto-roteiro.
4. Apresentação do seminário.
1. O amor está no ar.
2. Gente brasileira.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. O homem que conheceu o amor;
2. Para quem quer aprender a gostar;
3. Ana terra;
4. Quem são eles?
Reconhecimento dos elementos que caracterizam o gênero crônica literária; efeitos de sentidos produzidos pelas marcas linguísticas e discursivas; a descrição do cenário e seus efeitos na narrativa; marcas linguísticas que identificam o narrador onisciente;uso de expressões e adjetivos como recursos argumentativos e reconhecimento da organização lógica do texto;
Ampliação do tema através de leitura e análise de cartas; dialogando com imagens; falando sobre mulheres importantes e ícones de algumas décadas;
Estimular a produção oral através das sessões: contando as “loucuras de amor”; conversando sobre a presença/ausência de amor no cotidiano; conversando sobre linguagens (exposição oral – recursos convencionais); listando os ícones de sua geração;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: orações coordenadas e subordinadas; orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais; períodos mistos; a palavra e seus significados(sinônimos/antônimos; hiperônimos/hipônimos; polissemia); pronomes relativos; ortografia: Estudo de algumas palavras e expressões;
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático: Tubarão com faca nas costas- Cezar Dias.
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Crônicas do cotidiano- gênero: crônica literária.
1. Abrindo janelas- comparando e identificando as características;
2. Isso dá crônica- escrevendo o texto;
3. Encontro com o leitor- avaliando e organizando a coletânea- livro.
Gente que faz a diferença- gênero: exposição oral.
1. Nossa gente- identificando personalidades e coletando informações;
2. tintim por tintim- planejando a apresentação;
3. Fórmulas- escrevendo o texto-roteiro.
4. Apresentação do seminário.
I BIMESTRE – 8º ano
TEMAS:
1. Recordar é viver... Registrar é reviver...
2. Histórias de arrepiar.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. Meu professor inesquecível;
2. Chuva de estrelas;
3. As formigas;
4. A festa.
Reconhecimento dos aspectos linguísticos inerentes ao gênero relato;
Estudo dos recursos linguísticos de coesão usados na construção do texto- foco narrativo;
Reconhecimento do esquema narrativo que constitui o gênero conto;
Reconhecimento da organização lógica e /ou temporal do texto;
Compreensão e identificação dos aspectos linguísticos que caracterizam o texto como um conto de mistério;
Levantar hipóteses sobre fatos narrados no conto; defender um ponto de vista;
Contar um fato, história, causo;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: predicado verbo nominal, verbos ser e estar, vozes do verbo, voz passiva; ortografia: acentuação dos hiatos, emprego de por que/ por quê/ porque/ porquê.
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático:Família composta- Domingos Pellegrini.
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Meu tipo inesquecível – gênero: relato de memórias.
1. Comunicação e Interação- (re) conhecendo um relato;
2. Meu tipo inesquecível- tecendo o texto;
3. Leituras e leitores- finalizando o texto e montando a coletânea;
4. Lançamento do livro.
Em cena: Leituras dramatizadas – gênero: peça teatral.
1. Quem conta um conto- escrevendo o conto;
2. Do conto ao teatro- explorando as diferenças;
3. Em cena- escolhendo o conto e adaptando a forma ;
4. Ao vivo e em cores- preparando a leitura dramatizada;
5. Luzes- cores- ação- apresentação em público.
1. Recordar é viver... Registrar é reviver...
2. Histórias de arrepiar.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. Meu professor inesquecível;
2. Chuva de estrelas;
3. As formigas;
4. A festa.
Reconhecimento dos aspectos linguísticos inerentes ao gênero relato;
Estudo dos recursos linguísticos de coesão usados na construção do texto- foco narrativo;
Reconhecimento do esquema narrativo que constitui o gênero conto;
Reconhecimento da organização lógica e /ou temporal do texto;
Compreensão e identificação dos aspectos linguísticos que caracterizam o texto como um conto de mistério;
Levantar hipóteses sobre fatos narrados no conto; defender um ponto de vista;
Contar um fato, história, causo;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: predicado verbo nominal, verbos ser e estar, vozes do verbo, voz passiva; ortografia: acentuação dos hiatos, emprego de por que/ por quê/ porque/ porquê.
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático:Família composta- Domingos Pellegrini.
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Meu tipo inesquecível – gênero: relato de memórias.
1. Comunicação e Interação- (re) conhecendo um relato;
2. Meu tipo inesquecível- tecendo o texto;
3. Leituras e leitores- finalizando o texto e montando a coletânea;
4. Lançamento do livro.
Em cena: Leituras dramatizadas – gênero: peça teatral.
1. Quem conta um conto- escrevendo o conto;
2. Do conto ao teatro- explorando as diferenças;
3. Em cena- escolhendo o conto e adaptando a forma ;
4. Ao vivo e em cores- preparando a leitura dramatizada;
5. Luzes- cores- ação- apresentação em público.
I BIMESTRE – 6º ano
TEMAS:
1. Do passado ao futuro...é só um pulo;
2. Desbravando novos horizontes.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. O mistério da casa abandonada;
2. Diário;
3. O frio que fazia em Riga;
4. Pelas veias da selva;
5. ...E a onda levou;
Estudo de marcas linguísticas próprias da narração: o enredo, a ação, o narrador;
Estudo das marcas linguísticas próprias do relato pessoal: situação inicial complicação e desfecho; o fato;
Análise de diferentes situações de comunicação: variação linguística; linguagem verbal e não verbal;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: frase, oração e período; sintaxe (sujeito e predicado); morfologia (substantivos); ortografia: emprego S e do Z.
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático:
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Momentos Inesquecíveis - gênero: narrativa de memórias.
1. O que contar? escolhendo o fato;
2. Como foi... narrando um episódio;
3. Mexe e remexe. Tecendo a narrativa.
4. Produção de uma coletânea de textos narrativos- Livro.
Por um Triz! – gênero: relato pessoal.
1. Na vida real. escolhendo o fato;
2. Certa ocasião... tecendo e revisando o texto;
3. Momentos marcantes. socializando os relatos.
4. Caravana: os contadores de histórias (visitas as turmas de 1º ao 5º)
1. Do passado ao futuro...é só um pulo;
2. Desbravando novos horizontes.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
Leitura e interpretação dos textos:
1. O mistério da casa abandonada;
2. Diário;
3. O frio que fazia em Riga;
4. Pelas veias da selva;
5. ...E a onda levou;
Estudo de marcas linguísticas próprias da narração: o enredo, a ação, o narrador;
Estudo das marcas linguísticas próprias do relato pessoal: situação inicial complicação e desfecho; o fato;
Análise de diferentes situações de comunicação: variação linguística; linguagem verbal e não verbal;
Análise e reflexão sobre a língua e seus aspectos: frase, oração e período; sintaxe (sujeito e predicado); morfologia (substantivos); ortografia: emprego S e do Z.
ATIVIDADES PERMANENTES:
Leitura do paradidático:
Atividades de produção de texto;
Leitura livre na sala de leitura/informática- quinzenalmente.
PROJETOS DIDÁTICOS:
Momentos Inesquecíveis - gênero: narrativa de memórias.
1. O que contar? escolhendo o fato;
2. Como foi... narrando um episódio;
3. Mexe e remexe. Tecendo a narrativa.
4. Produção de uma coletânea de textos narrativos- Livro.
Por um Triz! – gênero: relato pessoal.
1. Na vida real. escolhendo o fato;
2. Certa ocasião... tecendo e revisando o texto;
3. Momentos marcantes. socializando os relatos.
4. Caravana: os contadores de histórias (visitas as turmas de 1º ao 5º)
PLANO ANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes
Disciplina: Língua Portuguesa.
Ano: 6º; 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.
Turno: Matutino.
Professora: Vioneide Linhares
Livro didático: Diálogo- Eliana S. Beltrão; Tereza Gordilho.
Paradidáticos: 4 Livros para cada ano escolar - Selecionado de acordo com a disponibilidade do acervo da escola.
OBJETIVOS:
Formar alunos capazes de usar adequadamente a língua materna, em suas modalidades escrita e oral, e refletir criticamente sobre o que leem e escrevem.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM:
■ Ler individualmente e em grupo, conhecendo os clássicos e identificar recursos linguísticos, procedimentos e estratégias discursivas para relacioná-los com seu gênero.
■ Fazer parte de situações sociais de leitura, como as discussões sobre obras lidas e a indicação das apreciadas.
■ Escrever breves ensaios sobre obras literárias, expressar seus pontos de vista frente ao texto e levantar argumentos.
■ Aprofundar-se sobre determinado autor, lendo suas obras, confrontando- as com interpretações, consultando textos sobre a vida e a produção dele, e explorar o estilo e os temas mais abordados por ele.
■ Buscar informações, selecionando estratégias de leitura conforme os propósitos específicos.
■ Complementar textos com informações provenientes de outras produções escritas,
usando estratégias próprias de cada gênero.
■ Organizar debates sobre temas de interesse geral e participar dele registrando dados de várias fontes.
AVALIAÇÃO:
A avaliação é processual e contínua, identificando avanços e dificuldades. O desempenho dos alunos durante a aula, a realização das tarefas de leitura e escrita dos textos e das atividades, a discussão em grupos, a análise das características textuais, dos elementos gramaticais e ortográficos, a discussão das questões apresentadas pelo educador, somadas às intervenções dele. A autoavaliação do professor e do aluno são elementos essenciais para verificar se as competências previstas foram ou não desenvolvidas pelos alunos.
1. Avaliação da sequência didática: (10,0)
• Leitura e interpretação de texto;
• Gramática;
• Linguagem;
• Ortografia.
1. Avaliação do paradidático/Produção textual. (10,0)
2. Avaliação formativa: (10,0)
• Assiduidade;(2,0)
• Participação;(2,0)
• Tarefas; (2,0)
• Material; (2,0)
• Comportamento. (2,0)
Disciplina: Língua Portuguesa.
Ano: 6º; 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.
Turno: Matutino.
Professora: Vioneide Linhares
Livro didático: Diálogo- Eliana S. Beltrão; Tereza Gordilho.
Paradidáticos: 4 Livros para cada ano escolar - Selecionado de acordo com a disponibilidade do acervo da escola.
OBJETIVOS:
Formar alunos capazes de usar adequadamente a língua materna, em suas modalidades escrita e oral, e refletir criticamente sobre o que leem e escrevem.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM:
■ Ler individualmente e em grupo, conhecendo os clássicos e identificar recursos linguísticos, procedimentos e estratégias discursivas para relacioná-los com seu gênero.
■ Fazer parte de situações sociais de leitura, como as discussões sobre obras lidas e a indicação das apreciadas.
■ Escrever breves ensaios sobre obras literárias, expressar seus pontos de vista frente ao texto e levantar argumentos.
■ Aprofundar-se sobre determinado autor, lendo suas obras, confrontando- as com interpretações, consultando textos sobre a vida e a produção dele, e explorar o estilo e os temas mais abordados por ele.
■ Buscar informações, selecionando estratégias de leitura conforme os propósitos específicos.
■ Complementar textos com informações provenientes de outras produções escritas,
usando estratégias próprias de cada gênero.
■ Organizar debates sobre temas de interesse geral e participar dele registrando dados de várias fontes.
AVALIAÇÃO:
A avaliação é processual e contínua, identificando avanços e dificuldades. O desempenho dos alunos durante a aula, a realização das tarefas de leitura e escrita dos textos e das atividades, a discussão em grupos, a análise das características textuais, dos elementos gramaticais e ortográficos, a discussão das questões apresentadas pelo educador, somadas às intervenções dele. A autoavaliação do professor e do aluno são elementos essenciais para verificar se as competências previstas foram ou não desenvolvidas pelos alunos.
1. Avaliação da sequência didática: (10,0)
• Leitura e interpretação de texto;
• Gramática;
• Linguagem;
• Ortografia.
1. Avaliação do paradidático/Produção textual. (10,0)
2. Avaliação formativa: (10,0)
• Assiduidade;(2,0)
• Participação;(2,0)
• Tarefas; (2,0)
• Material; (2,0)
• Comportamento. (2,0)
ORAÇÃO DO PROFESSOR
Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .
Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Amém!
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .
Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Amém!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Uma mensagem para este ano que começa...
Guardar e não guardar
_______________________________________
Fernando Brant
Guarde no aposento mais claro de sua alma os pequenos e os grandes momentos de sua vida. A primeira vez que o abraço da mãe e o sorriso do pai ocorrem em sua lembrança. As brincadeiras infantis, os jogos aprendidos em casa ou na rua, a descoberta do outro, o amigo. Cuide com carinho da alegria de ver seu irmão protegendo você dos moleques mais velhos e fortes.
Proteja, de todos os calos que o tempo e a idade vão lhe impondo, aquela sensação do dia em que você reencontrou aquela moça, aquele moço, depois que já era evidente que seu coração estava apaixonado e conquistado. Zele pelos primeiros dias, os dias em que nasceram seus filhos e filhas, essa aventura impossível de descrever, a ternura tomando conta de você, agora o ser mais importante e responsável do universo.
Atente para o caminho de felicidade que você construiu ao lado dos que você ama, os da casa original e os do teto que você edificou. Vigie para que não lhe fujam todas as confraternizações, todos os gols comemorados juntos e até a tristeza e melancolia sofridas coletivamente.
Fique de olho para que não se perca a memória daquela época pobre e difícil, em que o pão era pouco para tantas bocas, mas o casal alimentava a todos e ainda providenciava educação de qualidade, salvo conduto para que todos tivessem, no futuro (hoje), um destino digno.
Não guarde mágoa. Não faça de um instante menor uma calamidade existencial.
Não fique remoendo impressões pessoais sobre um determinado acontecimento, como se a sua fosse a única verdade. Para que acordar na noite com pesadelos se algumas simples conversas com os protagonistas de sua angústia poderiam levar a um caminho menos obscuro? A raiva só faz mal a quem a possui, a quem a carrega no peito. Fechar-se em fortaleza de solidão só lhe trará prostração e abatimento. Escancare a humanidade que você traz consigo, fique leve, flutue, volte a conviver. “Carinho que eu fiz não vai virar espinho.”
Não guarde esse cofre de infelicidade. Vire a chave desse baú. Abra sua emoção e suas palavras, ouça.
Como diz o poeta Ferreira Gullar: “eu não quero ter razão, eu quero é ser feliz.”
Meu conselho de amigo e irmão: não guarde, jogue fora a ideia fixa que o infelicita e entorpece. Guarde e use a serenidade, o bom senso e a compreensão. Aí você será, de verdade, como quer o poeta, feliz.
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Fernando Brant
Guarde no aposento mais claro de sua alma os pequenos e os grandes momentos de sua vida. A primeira vez que o abraço da mãe e o sorriso do pai ocorrem em sua lembrança. As brincadeiras infantis, os jogos aprendidos em casa ou na rua, a descoberta do outro, o amigo. Cuide com carinho da alegria de ver seu irmão protegendo você dos moleques mais velhos e fortes.
Proteja, de todos os calos que o tempo e a idade vão lhe impondo, aquela sensação do dia em que você reencontrou aquela moça, aquele moço, depois que já era evidente que seu coração estava apaixonado e conquistado. Zele pelos primeiros dias, os dias em que nasceram seus filhos e filhas, essa aventura impossível de descrever, a ternura tomando conta de você, agora o ser mais importante e responsável do universo.
Atente para o caminho de felicidade que você construiu ao lado dos que você ama, os da casa original e os do teto que você edificou. Vigie para que não lhe fujam todas as confraternizações, todos os gols comemorados juntos e até a tristeza e melancolia sofridas coletivamente.
Fique de olho para que não se perca a memória daquela época pobre e difícil, em que o pão era pouco para tantas bocas, mas o casal alimentava a todos e ainda providenciava educação de qualidade, salvo conduto para que todos tivessem, no futuro (hoje), um destino digno.
Não guarde mágoa. Não faça de um instante menor uma calamidade existencial.
Não fique remoendo impressões pessoais sobre um determinado acontecimento, como se a sua fosse a única verdade. Para que acordar na noite com pesadelos se algumas simples conversas com os protagonistas de sua angústia poderiam levar a um caminho menos obscuro? A raiva só faz mal a quem a possui, a quem a carrega no peito. Fechar-se em fortaleza de solidão só lhe trará prostração e abatimento. Escancare a humanidade que você traz consigo, fique leve, flutue, volte a conviver. “Carinho que eu fiz não vai virar espinho.”
Não guarde esse cofre de infelicidade. Vire a chave desse baú. Abra sua emoção e suas palavras, ouça.
Como diz o poeta Ferreira Gullar: “eu não quero ter razão, eu quero é ser feliz.”
Meu conselho de amigo e irmão: não guarde, jogue fora a ideia fixa que o infelicita e entorpece. Guarde e use a serenidade, o bom senso e a compreensão. Aí você será, de verdade, como quer o poeta, feliz.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Participação na Olimpíada de Lingua Portuguesa resulta em lançamento de livros
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Olimpíada de Lingua Portuguesa- Escrevendo o Futuro.
A Olimpiada de Lingua Portuguesa - 2010, com o tema "O lugar onde vivo" deu oportunidade para que professores de todo o Brasil trabalhasse os gêneros: poema, memória literária, crônica e artigo de opinião a partir de sequencia didática organizada em oficinas.
Foram mais de 7 milhões de alunos em todo o Brasil.
Participar da Olimpíada e chegar a semifinal com Memória, foi íncrível. A aluna Natália Dutra de Oliveira-13 anos, do 8º ano, escreveu: Nas Trilhas do Passado, uma história baseada na entrevista realizada com Zezão-63 anos, ex ferroviário.
O relato de prática, escrito a partir da experiência com a realização das atividades ao longo das oficinas, foi selecionado como o melhor da região Nordeste I.
RELATO DE PRÁTICA
_____________________________________
Maria Vioneide Linhares
Os primeiros dias de aula foram suficientes para perceber que após quatro anos exercendo a função de gestora, era preciso reestabelecer uma nova relação com meus alunos. Estávamos muito mais próximos agora. Era hora de transformar aquele silêncio e quietude em uma dinâmica que os mobilizassem, sem perder de vista a aprendizagem e o avanço próprio àquele ano escolar.
A chegada do material da Olimpíada de Língua Portuguesa- escrevendo o futuro, era tudo o que eu precisava. Não pensei duas vezes, levei o material para casa e me debrucei sobre ele como alguém que sentia uma arrebatadora “fome”. Foram dias lendo, pesquisando na internet. Como leciono em turmas de 8º e 9º anos, me dediquei aos gêneros: Memória e Crônica, me tornando amante dos dois.
Não foi difícil falar da Olimpíada para eles, pois conheciam a proposta através das propagandas de TV. Não me prendi ao concurso. Apresentei o gênero e propus trabalharmos as oficinas. O tema: “O lugar onde vivo”, foi bem acolhido. Naquele momento eu era toda “ouvidos”... E muitas histórias antigas, fatos, objetos e lugares daquela cidadezinha pé de serra, foram relembradas ao tom de: assim diz a minha avó! E os mais velhos viraram celebridades. A todo instante um aluno batia à sua porta para entrevistá-lo.
Agora sim, aquele clima estava mudando de verdade e eu sabia que podia ficar ainda melhor. Ninguém ficou parado, foi mesmo com a exposição. Aquilo era mesmo uma mobilização. Pegamos juntos alguns dos abjetos adquiridos por eles. Foi nessa etapa que todos os segmentos da escola se envolveram no trabalho, mas bom mesmo foi ver os pais chegando à escola com os braços cheios de objetos antigos ou mesmo apreciando o resultado da exposição. Aquilo foi como uma festa para eles. Todas as turmas da nossa escola e outros visitantes puderam ver objetos antigos e conhecer com eles um pouco da história da nossa cidade.
Depois do sucesso da exposição, foi fácil fazer com eles o plano de trabalho. Muitos demonstraram dificuldade para organizar os textos a partir das entrevistas e alguns até tiveram que voltar ao entrevistado ou mesmo substituí-lo. Compartilhar o texto com os colegas ajudou bastante na superação dessas dificuldades. Após algumas leituras e análises comparativas era preciso saber como estavam suas produções no gênero. Dessa forma conheceria as suas necessidades e poderia me preparar melhor para as intervenções. Li cuidadosamente cada texto produzido, embora isso me custasse algumas noites de sono. Deixei anotações animadoras. Sabia que o grande desafio seria reescrever os textos. Muitos se negavam a fazer tudo de novo. Mas era tudo uma questão de tempo, jeito e paciência. Só estávamos começando.
Dali em diante os conteúdos propostos para o ano letivo se misturavam aos realizados nas oficinas. Buscávamos no livro didático reforço a assuntos inerentes ao gênero como: o tempo dos verbos, narrativas em 1ª e 3ª pessoa, figuras de linguagem, sinais de pontuação e outros. Com esses assuntos alguns pareciam se desmotivar. Quando isso acontecia era hora de usar o plano “B” ...E lá íamos nós... Nada que uma leitura compartilhada não resolvesse, e pra isso qualquer lugar servia: o pátio, os banquinhos embaixo das árvores e mesmo a sala de leitura era o lugar ideal para mais uma memória, afinal eu precisava manter a empolgação da turma.
A leitura era fundamental naquele momento das oficinas. Trabalhamos todos os textos da coletânea, das mais variadas formas: leitura compartilhada, leitura feita pela professora, leitura fatiada, em áudio e com auxílio do projetor. Sempre iniciávamos a aula com um capítulo do livro: “Memórias de um menino que se tornou estrangeiro”, além disso, cada aluno dispunha de um livro da biblioteca da escola para ler em casa.
Aquela garotada paradinha do inicio do ano não existia mais, eles gostavam mesmo era de agitação e como já começavam a reclamar das coletâneas, nada melhor que preparar uma entrevista com duas das pessoas citadas por eles no inicio do trabalho. Não deu outra. Tudo estava pronto e eles nem conseguiam disfarçar tanta ansiedade. Na hora marcada nossos convidados compareceram entusiasmados e orgulhosos pelo convite. Seu Cici (63 anos) contou histórias incríveis da época em que o transporte em nossa cidade era o trem. Falou de amores, comércio, convivências familiares da época. Dona Terezinha (72 anos) abordou fatos políticos e religiosos marcantes dando ênfase aos desfiles realizados pelas escolas em datas comemorativas e das dificuldades financeiras daquele povo. Essas entrevistas foram transformadas em textos numa atividade coletiva, que rendeu comentários e risos com erros e acertos, mas tudo num clima harmonioso, embora em alguns momentos precisasse falar mais alto.
Era chegada à hora de por a mão na massa... Digo no lápis. Aquela seria a primeira versão do texto final. Com o tema escolhido, muitos voltaram ao entrevistado para colher mais detalhes. Os relatos dos entrevistados agora eram concebidos com muito mais significado... Nesse momento cada detalhe era muito importante. Agora sim, estávamos cada vez mais próximos, tratava-se de um momento de troca e pra isso acontecer, se fazia necessário um clima de muita confiança, adquirido durante todo o processo. Eu lia os textos, deixava os comentários e eles refaziam. Muitos reclamavam e queriam desistir. Reproduzi e entreguei para cada um, as sugestões de aprimoramento com trechos de textos e um roteiro para revisão. Retomei o texto: “Como num filme” e fizemos uma leitura minuciosa com auxilio do datashow e alguns dos textos por eles produzidos, foram lidos para toda a turma.
É notório o avanço nas produções ao compararmos os primeiros textos produzidos por eles. Até mesmo os textos que apresentam poucas características do gênero de memórias, avançaram considerando o nível em que estavam. As produções finais foram surpreendentes. Combinamos preparar um livro para lançamento com noite de autógrafo no final do ano letivo em curso e finalmente decidimos que os textos deviam sim, participar do concurso. O projeto me deu um jeito novo de caminhar e esse percurso eu faço lado a lado com meus alunos.
MARIA VIONEIDE LINHARES- Pedagoga, especialista em Psicopedagogia (FIP) e Gestão Escolar (UFRN), Professora de Língua Portuguesa nas turmas de 8º e 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes- Patu/RN, 2010
Foram mais de 7 milhões de alunos em todo o Brasil.
Participar da Olimpíada e chegar a semifinal com Memória, foi íncrível. A aluna Natália Dutra de Oliveira-13 anos, do 8º ano, escreveu: Nas Trilhas do Passado, uma história baseada na entrevista realizada com Zezão-63 anos, ex ferroviário.
O relato de prática, escrito a partir da experiência com a realização das atividades ao longo das oficinas, foi selecionado como o melhor da região Nordeste I.
RELATO DE PRÁTICA
_____________________________________
Maria Vioneide Linhares
Os primeiros dias de aula foram suficientes para perceber que após quatro anos exercendo a função de gestora, era preciso reestabelecer uma nova relação com meus alunos. Estávamos muito mais próximos agora. Era hora de transformar aquele silêncio e quietude em uma dinâmica que os mobilizassem, sem perder de vista a aprendizagem e o avanço próprio àquele ano escolar.
A chegada do material da Olimpíada de Língua Portuguesa- escrevendo o futuro, era tudo o que eu precisava. Não pensei duas vezes, levei o material para casa e me debrucei sobre ele como alguém que sentia uma arrebatadora “fome”. Foram dias lendo, pesquisando na internet. Como leciono em turmas de 8º e 9º anos, me dediquei aos gêneros: Memória e Crônica, me tornando amante dos dois.
Não foi difícil falar da Olimpíada para eles, pois conheciam a proposta através das propagandas de TV. Não me prendi ao concurso. Apresentei o gênero e propus trabalharmos as oficinas. O tema: “O lugar onde vivo”, foi bem acolhido. Naquele momento eu era toda “ouvidos”... E muitas histórias antigas, fatos, objetos e lugares daquela cidadezinha pé de serra, foram relembradas ao tom de: assim diz a minha avó! E os mais velhos viraram celebridades. A todo instante um aluno batia à sua porta para entrevistá-lo.
Agora sim, aquele clima estava mudando de verdade e eu sabia que podia ficar ainda melhor. Ninguém ficou parado, foi mesmo com a exposição. Aquilo era mesmo uma mobilização. Pegamos juntos alguns dos abjetos adquiridos por eles. Foi nessa etapa que todos os segmentos da escola se envolveram no trabalho, mas bom mesmo foi ver os pais chegando à escola com os braços cheios de objetos antigos ou mesmo apreciando o resultado da exposição. Aquilo foi como uma festa para eles. Todas as turmas da nossa escola e outros visitantes puderam ver objetos antigos e conhecer com eles um pouco da história da nossa cidade.
Depois do sucesso da exposição, foi fácil fazer com eles o plano de trabalho. Muitos demonstraram dificuldade para organizar os textos a partir das entrevistas e alguns até tiveram que voltar ao entrevistado ou mesmo substituí-lo. Compartilhar o texto com os colegas ajudou bastante na superação dessas dificuldades. Após algumas leituras e análises comparativas era preciso saber como estavam suas produções no gênero. Dessa forma conheceria as suas necessidades e poderia me preparar melhor para as intervenções. Li cuidadosamente cada texto produzido, embora isso me custasse algumas noites de sono. Deixei anotações animadoras. Sabia que o grande desafio seria reescrever os textos. Muitos se negavam a fazer tudo de novo. Mas era tudo uma questão de tempo, jeito e paciência. Só estávamos começando.
Dali em diante os conteúdos propostos para o ano letivo se misturavam aos realizados nas oficinas. Buscávamos no livro didático reforço a assuntos inerentes ao gênero como: o tempo dos verbos, narrativas em 1ª e 3ª pessoa, figuras de linguagem, sinais de pontuação e outros. Com esses assuntos alguns pareciam se desmotivar. Quando isso acontecia era hora de usar o plano “B” ...E lá íamos nós... Nada que uma leitura compartilhada não resolvesse, e pra isso qualquer lugar servia: o pátio, os banquinhos embaixo das árvores e mesmo a sala de leitura era o lugar ideal para mais uma memória, afinal eu precisava manter a empolgação da turma.
A leitura era fundamental naquele momento das oficinas. Trabalhamos todos os textos da coletânea, das mais variadas formas: leitura compartilhada, leitura feita pela professora, leitura fatiada, em áudio e com auxílio do projetor. Sempre iniciávamos a aula com um capítulo do livro: “Memórias de um menino que se tornou estrangeiro”, além disso, cada aluno dispunha de um livro da biblioteca da escola para ler em casa.
Aquela garotada paradinha do inicio do ano não existia mais, eles gostavam mesmo era de agitação e como já começavam a reclamar das coletâneas, nada melhor que preparar uma entrevista com duas das pessoas citadas por eles no inicio do trabalho. Não deu outra. Tudo estava pronto e eles nem conseguiam disfarçar tanta ansiedade. Na hora marcada nossos convidados compareceram entusiasmados e orgulhosos pelo convite. Seu Cici (63 anos) contou histórias incríveis da época em que o transporte em nossa cidade era o trem. Falou de amores, comércio, convivências familiares da época. Dona Terezinha (72 anos) abordou fatos políticos e religiosos marcantes dando ênfase aos desfiles realizados pelas escolas em datas comemorativas e das dificuldades financeiras daquele povo. Essas entrevistas foram transformadas em textos numa atividade coletiva, que rendeu comentários e risos com erros e acertos, mas tudo num clima harmonioso, embora em alguns momentos precisasse falar mais alto.
Era chegada à hora de por a mão na massa... Digo no lápis. Aquela seria a primeira versão do texto final. Com o tema escolhido, muitos voltaram ao entrevistado para colher mais detalhes. Os relatos dos entrevistados agora eram concebidos com muito mais significado... Nesse momento cada detalhe era muito importante. Agora sim, estávamos cada vez mais próximos, tratava-se de um momento de troca e pra isso acontecer, se fazia necessário um clima de muita confiança, adquirido durante todo o processo. Eu lia os textos, deixava os comentários e eles refaziam. Muitos reclamavam e queriam desistir. Reproduzi e entreguei para cada um, as sugestões de aprimoramento com trechos de textos e um roteiro para revisão. Retomei o texto: “Como num filme” e fizemos uma leitura minuciosa com auxilio do datashow e alguns dos textos por eles produzidos, foram lidos para toda a turma.
É notório o avanço nas produções ao compararmos os primeiros textos produzidos por eles. Até mesmo os textos que apresentam poucas características do gênero de memórias, avançaram considerando o nível em que estavam. As produções finais foram surpreendentes. Combinamos preparar um livro para lançamento com noite de autógrafo no final do ano letivo em curso e finalmente decidimos que os textos deviam sim, participar do concurso. O projeto me deu um jeito novo de caminhar e esse percurso eu faço lado a lado com meus alunos.
MARIA VIONEIDE LINHARES- Pedagoga, especialista em Psicopedagogia (FIP) e Gestão Escolar (UFRN), Professora de Língua Portuguesa nas turmas de 8º e 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes- Patu/RN, 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Dicas - 100 erros mais comuns
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.
01-"Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
02-"Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
03-"Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
04-"Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
05-Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
06-Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
07"Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
08-"Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
09-"Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10-"Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11-Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12-Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13-O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14-Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15-Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16-Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17-Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18-"Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19-"Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20-Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21-Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22-Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23-Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24-O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25-A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26-Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27-"Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28-A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
29-Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
30-O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
31-Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
32-"Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
33-O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
34-Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
35-"Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
36-A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
37-A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
38-Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
39-Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
40-Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
41-"Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
42-Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
43-Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
44-Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
45-Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
46-Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
47-O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
48-As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
49-Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
50-Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
51-Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
52-A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
53-Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
54-Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
55-Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
56-O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
57-À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
58-Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
59-Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
60-A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
61-Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
62-Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
63-Fique "tranqüilo".Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas:
Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.
64-Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
65-"Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
66-Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
67-Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
68-Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
69-Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
70-A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
71-A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
72-Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
73-Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
74-Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
75-Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeque", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
76-Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
77-Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
78-Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
79-O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
80-A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
81-Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão.
Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
82-Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
83-"Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
84-A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
85-Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
86-O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
87-Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
88-"Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
89-A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
90-O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
91-"Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
92-A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
93-É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
94-Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
95-Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
96-A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
97-"Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
98-Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
99-"Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
100-Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
01-"Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
02-"Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
03-"Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
04-"Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
05-Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
06-Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
07"Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
08-"Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
09-"Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10-"Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11-Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12-Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13-O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14-Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15-Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16-Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17-Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18-"Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19-"Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20-Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21-Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22-Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23-Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24-O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25-A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26-Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27-"Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28-A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
29-Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
30-O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
31-Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
32-"Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
33-O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
34-Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
35-"Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
36-A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
37-A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
38-Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
39-Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
40-Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
41-"Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
42-Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
43-Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
44-Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
45-Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
46-Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
47-O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
48-As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
49-Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
50-Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
51-Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
52-A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
53-Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
54-Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
55-Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
56-O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
57-À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
58-Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
59-Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
60-A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
61-Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
62-Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
63-Fique "tranqüilo".Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas:
Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.
64-Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
65-"Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
66-Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
67-Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
68-Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
69-Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
70-A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
71-A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
72-Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
73-Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
74-Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
75-Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeque", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
76-Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
77-Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
78-Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
79-O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
80-A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
81-Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão.
Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
82-Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
83-"Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
84-A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
85-Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
86-O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
87-Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
88-"Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
89-A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
90-O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
91-"Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
92-A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
93-É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
94-Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
95-Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
96-A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
97-"Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
98-Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
99-"Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
100-Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Que tal um conjugador de verbos online?
E o que você acharia se esse conjugador tivesse nada mais nada menos que 280.000 verbos da língua portuguesa? A iniciativa é da empresa de soluções para internet InSite. Embora esses verbos conjugados ainda não estejam de acordo com as regras da Nova Gramática da Língua Portuguesa, é um bom banco de dados para consulta.
Se você quer fazer sua busca e descobrir como se conjugam os verbos em português, acesse o site: www.linguistica.insite.com.br/cgi-bin/conjugue
Se você quer fazer sua busca e descobrir como se conjugam os verbos em português, acesse o site: www.linguistica.insite.com.br/cgi-bin/conjugue
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
PORTUGUÊS NO DIA-A-DIA.
Português no dia a dia é um espaço interativo, criado para divulgação das atividades e projetos realizados nas aulas de Português de 6º ao 9º ano, da professora Vioneide, da Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes no município de Patu/RN.
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